E se não for ansiedade?

Muitas mulheres me escrevem dizendo:
“Eu tenho ansiedade”, “Já não consigo controlar a minha ansiedade” ou “Você trata ansiedade?”

Mas, no dia a dia dos meus atendimentos, o que eu mais observo na verdade é uma pessoa sufocada pelo medo, pelo controle e pela desconexão.

Um medo silencioso, construído ao longo de anos de responsabilidade, adaptação constante e excesso de autocobrança. Um medo que dá sinais, ano após ano, mas é ignorado e não encontra espaço para ser cuidado. Com o tempo ele se manifesta no corpo e na mente como sintomas de ansiedade.

Ansiedade ou medo? Entenda a raiz emocional.

Sintomas como: tensão constante, pensamentos acelerados, dificuldade para relaxar, insônia, irritabilidade e cansaço mental são frequentemente interpretados – ou confundidos, como ansiedade.

Mas, em muitas mulheres maduras, esses sinais revelam um estado prolongado de alerta, sustentado pelo medo.

Medo de rejeição.
Medo de errar.
Medo de perder o controle.
Medo de abandono.
Medo de decepcionar.
Medo de desacelerar e tudo desmoronar.

Mesmo fazendo o seu melhor em um malabarismo exaustivo, você infelizmente ensina o seu sistema nervoso que estar alerta e vigilante é a única forma de se manter segura.

Nesse momento muitas mulheres se confrontam com uma realidade cruel: a sua força virou sobrecarga!

Ao longo da vida, muitas mulheres precisaram ser fortes demais por tempo demais.

Cuidaram de todos, resolveram tudo, sustentaram relações, famílias e decisões importantes.

Nesse contexto, o controle surge como solução emocional.

Controlar traz alívio. Organizar, antecipar e assumir responsabilidades mantém a engrenagem da vida funcionando.

Mas, no longo prazo, esse padrão cobra um preço alto: Desconexão de si mesma!

Os sintomas dessa desconexão aparecem como: baixa autoestima, queda da autoconfiança, aumento dos sintomas de ansiedade, insônia, inflamação.

O medo “pequeno” que deu origem ao problema no final fica imenso!

ONDE ENCONTRAR UM ESPAÇO SEGURO PARA REGULAR O MEDO E ALIVIAR OS SINTOMAS?

O oposto do medo não é mais esforço e mais controle.

É aprender a parar e se escutar, acolher suas dores e medos, e a partir disso aprender a se auto regular emocionalmente, de forma prática e simples.

Na psicoterapia online combinada com a prática de mindfulness (atenção plena), o corpo aprende algo essencial:
É possível sentir sem doer nem entrar em colapso.
É possível se acalmar sem sentir culpa ou desistir.

Ambientes terapêuticos seguros ajudam a: reduzir o estado de hiperalerta, regular o sistema nervoso, resgatar a conexão consigo mesma restaurando a autoestima e autoconfiança.

Com o tempo, o medo deixa de comandar as decisões e a ansiedade deixa de ser o principal idioma do corpo.

Diversos estudos demonstram os excelentes efeitos da prática de Mindfulness na saúde mental, física e emocional. Também está comprovado que não é sobre “esvaziar a mente”, é sobre estar no “aqui e agora”, voltar para si, com presença e gentileza. (Afinal de contas já sabemos que a mente não pára nem se esvazia).

Depois de anos de atendimento terapêutico, o padrão é claro:

Nem sempre é ansiedade.
É medo acumulado. É uma mulher indo além das próprias forças por tempo demais. É a desconexão de quem você é e do que te preenche.

E agora você precisa encontrar um lugar acolhedor para expressar o que sente, aprender outra maneira de cuidar das tarefas atuais, se reconectar e receber o cuidado que precisa e merece.

A psicoterapia não é sobre consertar ou mudar quem você é.

É sobre encontrar caminhos onde você possa se reconhecer e não precise mais se afastar de quem você é para ser aceita, reconhecida e, simplesmente, sobreviver.

Com acolhimento,
Camila Caioni

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